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Conversas de criança

por westnelson, em 21.03.14

Hoje, encontrei um velho caderno onde tinha feito diversos apontamentos. Ao desfolhá-lo dei com algumas notas que nele fiz sobre conversas que a Alícia, na altura com três anos, tinha tido comigo quando, ainda, morávamos na vila da Benedita.

-          Pai, hoje não chorei a tomar banho. Gosto de ti. O Pai não põe champoo nos olhos da Alícia. ...

-          Às vezes sou mázinha!

-          Então diz lá que maldades é que tu fazes?

-          Vou mexer no computador, no facebook da mãe, na página dela!

-          !

 

Entretanto a ver-se ao espelho depois do banho e com o cabelo bem penteado para trás.

-          O meu penteado parece um homem careca!

-          !

 

Mais tarde, durante o jantar, íamos vendo televisão, e devo ter carregado inadvertidamente no botão do comado que desliga o aparelho.

-          Pai, a televisão fendeu-se. Está fendida!

Ela queria utilizar a palavra fundida, normalmente aplicada às uma lâmpadas quando se estragam, aqui aplicada à televisão.

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publicado às 01:50

Parabéns Princesa Alícia

por westnelson, em 01.11.13

Passei, não com muita velocidade. As lombas colocadas em algumas passadeiras que atravessam a principal rua da localidade de Chão da Parada a caminho de Salir do Porto e o estado avançado da gravidez da Tânia não deixavam ir mais depressa. Ainda assim, passei suficientemente rápido para que o carteiro que distribuía o correio, ficasse com cara de idiota a olhar para o carro, depois de eu ter aberto o vidro lateral e lhe ter autenticamente gritado com extrema alegria – “Sete, sete... sete... dia sete!”. A Tânia voltou a cabeça para trás e verificou isso mesmo, que o carteiro ficou parado a olhar, acompanhando o movimento do carro e a tentar perceber o que se passava com cara de quem denotava uma surpresa desmedida. Verifiquei o mesmo nas limitações que o espelho lateral me permitia ver enquanto conduzia, fazendo nova travagem para passar outra passadeira lombada. Perante tal espontaneidade da minha parte, que tinha a ver com a conversa que vínhamos tendo, riamos muito, muito, mesmo. “Sete, sete... sete... dia sete! E a cara do homem sem saber o que se estava a passar.

Tinham-nos comunicado à pouco no serviço de consultas externas de obstetrícia do Centro hospitalar Oeste Norte das Caldas da Rainha (CHON) que a Alícia ia nascer no dia sete de Novembro de parto provocado por terminar o tempo de gestação aproximadamente por essa altura. No meio do nervosismo, estava muito contente, de tal forma que, mais tarde, reconheci, esse contentamento, ter sido algo exagerado uma vez que a Tânia poderia ter problemas. A bebé não tinha dado a volta, ou melhor, tomou balanço a mais e em vez de fazer o pino, deixou-se levar pela inércia voltando à posição inicial – uma artista! Mas, como não há nada mais maravilhoso no mundo, deixei-me fluir e expressar o que até aí, se calhar, ainda não tinha conseguido exprimir de uma forma mais aberta.

 

A Alícia nasceu no dia 1 de Novembro, passados apenas dois ou três dias depois da médica ter marcado o nascimento como se marcasse na agenda o dia e a hora para efectuar uma tarefa como ir ali aos correios enviar um bilhete postal – Cá para mim podia ter marcado a seis ou a oito, era o buraco que a médica tinha na agenda.

A cesariana correu muito bem, embora os sinais para ter nascido de forma natural estivessem lá – A Tânia tem uma tremenda dor nas costas que não aguenta mais! – disse. O médico da urgência da obstetrícia daquela manhã, sorriu – O senhor trouxe as roupas para a bebé e para a mãe? – Esta pergunta foi a resposta que obtive à indicação que dei sobre a incomodativa dor que a Tânia tinha nas costas e que não lhe dava posição para estar quieta durante muito tempo. Por acaso tinha levado tudo. O malote estava, na realidade, pronto há algum tempo e acompanhava-nos para todo o lado na mala do carro. Isto nunca se sabe! A complicação, mesmo, foi a bebé não ter dado a volta para facilitar de forma natural a sua vinda, de resto tudo correu bem.

No final do dia, já sozinho em casa – a Alícia e a Tânia estavam, como é de calcular, na maternidade – resolvi fazer este blog, que na altura dei o nome de “O meu blog” no qual escrevi que, realmente, tinha sido um bom dia para nascer! E porquê um blog? Pura homenagem ao modo como nós, eu e a Tânia, nos conhecemos. Qual redes sociais, qual chats, qual quê! Filha de bloggers tinha de ter um blog, ainda que o acesso fosse restrito a quem só nós quiséssemos. Nunca fiz dele aquilo que realmente desejei, mas ainda vou a tempo. Vamos sempre a tempo.

Entretanto, pelo meio desta história e outras tantas peripécias com ela relacionadas, importa dizer que o dia 1 de Novembro de 2009  foi um dia único, maravilhoso. O nascimento de um filho marca sempre, é único, como o próprio indivíduo que nasce, como todos os outros o são. Todos iguais e todos diferentes. Cada um marca à sua maneira. Mas, a coisa que mais me marcou nesse dia logo a seguir ao nascimento da Alícia e de a ter transportado bem juntinho a mim em parte do percurso entre o bloco operatório e a maternidade foi o que a Tânia me disse antes de a levarem para a sala de cirurgia. Não, não vou aqui reproduzir a conversa, até porque há coisas que, embora bem gravadas no meu cérebro, e, especialmente no meu coração, são mesmo para ficar entre quem as disse e escutou.

 

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publicado às 17:45

Parece que a chuva está molhada!

por westnelson, em 09.06.13

Enquanto a Tânia limpava com a esfregona o chão da garagem "rastenhada" pelos pneus e pingos de água que caiam do carro molhado pela chuva que insiste em cair numa época que faz ter algumas saudades do bom tempo, ainda para mais num fim de semana com os ingredientes necessários para se ir à praia ou ler o jornal numa esplanada, a pequena princesa Aliprin tem mais uma tirada das suas:

- Mãe, o chão molhou a chuva!

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publicado às 12:24

A Alícia no Dia Mundial da Criança na Nazaré

por westnelson, em 01.06.13

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publicado às 18:20

Um Bom Dia Para Nascer

por Aliprin, em 01.11.09

Eu ainda estava no ventre da minha mãe, faltava umas horas para nascer, mas ouvi bem o que ele dizia - Dia 1 de Novembro é um bom dia para se nascer - e, ele tinha razão. Mas, também ouvi bem o que disse a minha mãe em resposta ao tipo que falava com ela, devia ser o kota - Todos os dias são bons para nascer desde que corra tudo bem - e, hoje correu tudo bem. Nasci e aqui estou eu, a Alicia, uma bebé bem parecida, com cerca de 3kg, não muito grande, portanto, mas perfeitinha.

Para já tenho um desejo, que é o desejo dos kotas também, sim, que eu bem os ouvi. Quero partilhar este mundo com todos vocês, cheia de saúde e paz. Se assim for, de certeza que vou ser muito feliz. Hoje foi mesmo um bom dia para nascer.

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publicado às 21:20


Uma nova dimensão para um blog que estava parado há quase três anos e que agora regressa... diferente...!

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